quarta-feira, 27 de março de 2019

Depois de 30 anos, Brasil volta a sediar a Copa América


        Nesse ano, será realizada pela quinta vez em solo brasileiro a Copa América que retornará ao país após 30 anos. A edição 46 do torneio contará com 5 cidades-sede, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Salvador e 12 seleções. A seleção brasileira chega à competição com a maior pressão desde que o técnico Tite assumiu o cargo, devido à Copa do Mundo decepcionante e o desempenho da equipe desde então.
        O treinador já declarou que vê o título do torneio como uma obrigação. Apesar de ser o maior campeão da Copa do Mundo com cinco conquistas, o Brasil é apenas o terceiro maior vencedor do torneio com oito campeonatos, dos quais quatro foram conquistados em casa. O Uruguai é o maior campeão sul-americano com 15 conquistas, uma a mais que a Argentina. A seleção brasileira não conquista a Copa América desde 2007, quando venceu a Argentina na decisão por 3x0.
        Para a competição o técnico Tite pode novamente não contar com seu principal jogador em condições ideais. Neymar se lesionou mais uma vez antes de um torneio importante da Seleção. A lesão, novamente no quinto metatarso, pode limitar a capacidade física do atleta, como na Rússia em 2018. Além disso, o tratamento no país durante o Carnaval também reacendeu as discussões sobre o profissionalismo do jogador, que foi visto nas comemorações no Rio de Janeiro e Salvador.

Foto: Reuters

         A Copa América 2019 pode ser também uma oportunidade de apagar um pouco o vexame da última vez que a Seleção disputou um grande torneio em casa. Em 2014, a vexatória derrota por 7x1 para a Alemanha foi um grande marco negativo. Esse grande fiasco só é comparável com outra grande derrota em casa, o “Maracanazo”, denominação referente à derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950. A conquista olímpica de 2016 é a única taça expressiva vencida pela Seleção Canarinho desde a 1989, porém não é associada a CBF pois nas Olimpíadas o país é representado e não a confederação.
        Se serve de consolo para o torcedor brasileiro, quando sediou a competição e venceu, o Brasil não ganhou a Copa do Mundo seguinte. Algo semelhante ocorre com a extinta Copa das Confederações. Sempre que ganhou o torneio, a Seleção não venceu o mundial no ano seguinte, sendo a última conquista em 2013. Mas a maldição desse torneio não para na seleção brasileira. Em nenhuma das dez vezes, o campeão da Copa das Confederações venceu a Copa do Mundo seguinte.
        Em 1989, após 40 anos, o Brasil sediava mais uma vez a principal competição sul-americana de seleções. Na ocasião, a competição possuiu quatro sedes, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife e Salvador. Para a disputa do torneio os dez países foram divididos em dois grupos de cinco, dos quais os dois primeiros colocados avançavam para um quadrangular final. No mesmo palco de umas das mais doídas derrotas da seleção brasileira, em 1950, finalmente os brasileiros puderam comemorar um título em casa.
         A seleção Brasileira ficou no Grupo A ao lado das equipes do Paraguai, Colômbia, Venezuela e Peru. Surpreendentemente, os brasileiros fizeram uma primeira fase ruim e avançaram na segunda posição atrás da seleção paraguaia. Do outro lado da chave, no grupo B, Argentina e Uruguai passaram respectivamente em primeiro e segundo lugares e foram ao quadrangular decisivo do torneio sul-americano.
        Na fase final, o Brasil foi campeão com seis pontos enquanto os argentinos de Diego Maradona amargaram o vice-campeonato com apenas quatro pontos. O grande destaque da conquista foi a dupla que seria consagrada na Copa do Mundo de 1994, Bebeto e Romário,com destaque ao gol de voleio de Bebeto contra a Argentina no Maracanã. A conquista brasileira pôs fim à um jejum de 19 anos sem título, a última conquista foi o tricampeonato mundial no México em 1970.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Introdução

Meu nome é Felipe Hoffmann, sou estudante de Jornalismo. No momento curso o quinto período na PUC-Rio e quero trabalhar na área de Esportes, especificamente futebol, quando me formar. Desde pequeno sempre gostei muito de praticar e assistir qualquer tipo de esporte, desde futebol até mesmo curling. Quando tive de decidir qual carreira gostaria de seguir priorizei fazer o que mais gostasse pois se estivesse em um meio que não me agrada não seria feliz desempenhando a profissão.

Nesse blog pretendo escrever sobre futebol, desde o brasileiro até o internacional. O campeonato brasileiro começa logo mais e a Libertadores e a Copa do Brasil se encaminham para as fases mais agudas. Em Junho, há ainda a Copa América no Brasil e escassez de conteúdo não deve ser problema, visto a multiplicidade de assuntos que podem ser abordados dentro desses campeonatos apenas, além de outros assuntos relacionados ao futebol.