Nesse ano, será realizada
pela quinta vez em solo brasileiro a Copa América que retornará ao país após 30
anos. A edição 46 do torneio contará com 5 cidades-sede, Rio de Janeiro, Belo
Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Salvador e 12 seleções. A seleção
brasileira chega à competição com a maior pressão desde que o técnico Tite
assumiu o cargo, devido à Copa do Mundo decepcionante e o desempenho da equipe
desde então.
O
treinador já declarou que vê o título do torneio como uma obrigação. Apesar de
ser o maior campeão da Copa do Mundo com cinco conquistas, o Brasil é apenas o
terceiro maior vencedor do torneio com oito campeonatos, dos quais quatro foram
conquistados em casa. O Uruguai é o maior campeão sul-americano com 15
conquistas, uma a mais que a Argentina. A seleção brasileira não conquista a Copa América desde 2007, quando venceu a Argentina na decisão por 3x0.
Para a competição o técnico Tite pode
novamente não contar com seu principal jogador em condições ideais. Neymar se
lesionou mais uma vez antes de um torneio importante da Seleção. A lesão,
novamente no quinto metatarso, pode limitar a capacidade física do atleta, como
na Rússia em 2018. Além disso, o tratamento no país durante o Carnaval também
reacendeu as discussões sobre o profissionalismo do jogador, que foi visto nas
comemorações no Rio de Janeiro e Salvador.
![]() |
| Foto: Reuters |
A Copa América 2019 pode ser também uma oportunidade de apagar um pouco o vexame da última vez que a Seleção disputou um grande torneio em casa. Em 2014, a vexatória derrota por 7x1 para a Alemanha foi um grande marco negativo. Esse grande fiasco só é comparável com outra grande derrota em casa, o “Maracanazo”, denominação referente à derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950. A conquista olímpica de 2016 é a única taça expressiva vencida pela Seleção Canarinho desde a 1989, porém não é associada a CBF pois nas Olimpíadas o país é representado e não a confederação.
Se serve de consolo para o torcedor
brasileiro, quando sediou a competição e venceu, o Brasil não ganhou a Copa do
Mundo seguinte. Algo semelhante ocorre com a extinta Copa das Confederações.
Sempre que ganhou o torneio, a Seleção não venceu o mundial no ano seguinte,
sendo a última conquista em 2013. Mas a maldição desse torneio não para na seleção brasileira. Em nenhuma das dez vezes, o campeão da Copa das Confederações venceu a Copa do Mundo seguinte.
Em 1989, após 40 anos, o Brasil sediava
mais uma vez a principal competição sul-americana de seleções. Na ocasião, a
competição possuiu quatro sedes, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife e Salvador.
Para a disputa do torneio os dez países foram divididos em dois grupos de
cinco, dos quais os dois primeiros colocados avançavam para um quadrangular
final. No mesmo palco de umas das mais doídas derrotas da seleção brasileira, em 1950, finalmente os brasileiros puderam comemorar um título em casa.
A seleção Brasileira ficou no Grupo A
ao lado das equipes do Paraguai, Colômbia, Venezuela e Peru. Surpreendentemente, os
brasileiros fizeram uma primeira fase ruim e avançaram na segunda posição atrás da seleção paraguaia. Do outro lado da chave, no grupo B,
Argentina e Uruguai passaram respectivamente em primeiro e segundo lugares e
foram ao quadrangular decisivo do torneio sul-americano.
Na fase final, o Brasil foi campeão com
seis pontos enquanto os argentinos de Diego Maradona amargaram o
vice-campeonato com apenas quatro pontos. O grande destaque da conquista foi a
dupla que seria consagrada na Copa do Mundo de 1994, Bebeto e Romário,com destaque ao gol de voleio de Bebeto contra a Argentina no Maracanã. A
conquista brasileira pôs fim à um jejum de 19 anos sem título, a última
conquista foi o tricampeonato mundial no México em 1970.
