quinta-feira, 25 de abril de 2019

Vai começar o Brasileirão para os Cariocas!

       Depois de quase dois meses de jogos pouco interessantes, estádios vazios em muitas vezes e um regulamento muito confuso, o Campeonato Carioca chegou ao fim. Com o fim do Estadual, Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo se preparam agora para o início do Campeonato Brasileiro. A partir daquilo que foi apresentado pelos quatro, analisamos agora o momento dos clubes às vésperas do início do Brasileirão.



Flamengo: O Flamengo venceu o Campeonato Carioca com certa facilidade, o Vasco não impôs muita dificuldade ao time de Abel Braga nas finais, mas o que preocupa mesmo é o futebol apresentado. Em diversos momentos, o Flamengo demonstrou falta de repertório para criar jogadas e uma insegurança na defesa. Em jogos da Libertadores isso foi mais claro, inclusive na derrota para o Peñarol por 1x0 no Maracanã. Falta ao clube um futebol mais coletivo e maior repertório de jogadas, pois o festival de cruzamentos e arremessos de lateral na grande área tem sido pouco eficientes e são muito pouco para um elenco como o do Flamengo. Na partida contra a LDU, o clube abdicou de jogar em vários momentos e acabou saindo derrotado, o que torna a última partida contra o Peñarol no Uruguai como decisiva. O fantasma de mais uma eliminação paira sobre a Gávea e a desconfiança da torcida é grande. Para um clube com o investimento e com as pretensões do Flamengo, uma eliminação no Uruguai seria desastrosa.

Fluminense: O Fluminense chega ao Campeonato Brasileiro com um time que demonstra muito bem as ideias de seu treinador, Fernando Diniz. Com um orçamento muito menor que o de seu rival, Flamengo, causou dificuldades em confrontos diretos, sendo superior em alguns inclusive. Além do Campeonato Carioca, o Fluminense se classificou com tranquilidade na Copa Sulamericana e na Copa do Brasil, fontes de receita importantes para um time onde os atrasos de salário são frequentes nesse ano. Dessa forma, o tricolor chega ao brasileiro com uma proposta de jogo bem definida e um futebol promissor, no entanto, um elenco curto e dificuldades financeiras podem comprometer o desempenho a longo prazo.

Vasco: O Vasco chega ao Campeonato Brasileiro em um momento de incerteza e
em busca de rumo. Alberto Valentim foi demitido após a derrota na final do Carioca para o Flamengo e até o momento não tem substituto no cargo de treinador da equipe. Analisando apenas os números, o Vasco não possui retrospecto ruim, mas em muitas das vitórias, o futebol apresentado não convenceu. A equipe de Valentim dependia muito de bolas alçadas à área e jogadas de bola parada. Em grandes jogos, o desempenho da equipe em campo era muito preocupante. Nas finais do Carioca contra o Flamengo, o gol de Diego Alves foi muito pouco ameaçado e o cruz maltino dominado. Contra o Santos, pela Copa do Brasil, a mesma coisa, um time que pouco criava e que era facilmente derrotado, apesar de ter feito uma partida bem melhor no jogo da volta. Agora, o clube procura um treinador que possa dar um rumo à uma nau à deriva.

Botafogo: Assim como o Vasco, o Botafogo busca dar um rumo à sua temporada de 2019. Eliminado precocemente na Copa do Brasil e no Carioca, o alvinegro demitiu Zé Ricardo e contratou Eduardo Barroca. Como se os resultados ruins em campo já não bastassem, o clube está em situação financeira difícil e deve salários tanto de jogadores como de funcionário, além de ainda não possuir um patrocinador master quase na metade do ano. Comandado agora por Barroca, o treinador comandou as equipes de base do clube até 2018 antes de assumir a base do Corinthians, o clube busca se reorganizar para disputar o Brasileirão. O treinador que pretende buscar o protagonismo e trabalhar a posse de bola, marca característica de seu trabalho no sub-20. Em meio à tantos problemas, há também disputas internas na política do clube, com questões envolvendo o vice presidente e o estudo dos irmãos Moreira Salles.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Barcelona recebe Manchester United para garantir vaga nas semis

       Nessa terça-feria, às 16horas, o Barcelona recebe o Manchester United pela partida de volta das quartas de final da Champions League. Na partida de ida, em Old Trafford, o Barça venceu os donos da casa por 1x0 em gol contra de Luke Shaw e busca garantir no Camp Nou a volta às semi finais, algo que não acontece desde a temporada de 2014-2015 quando conquistou a Champions League pela última vez.
       O retrospecto dos catalães contra os ingleses é muito favorável, com destaque às vitórias em finais, nas temporadas 2008-2009 e 2010-2011. Em nove jogos, são quatro vitórias do Barcelona, uma do Manchester United e quatro empates.

Foto: Futebol365


       Por outro lado,os Diabos Vermelhos também têm motivos para acreditar na classificação. Em casa o time marcou apenas dois gols em cinco jogos. Fora de casa, são oito gols em quatro jogos, com destaque a vitória por 3x1 contra o PSG nas oitavas e o 2x1 contra a Juventus na Itália. O meio-campista, Paul Pogba, do Manchester United confia na classificação: "Nós vimos uma equipe que podemos vencer. Se você não acreditar nisso, então apenas deixe eles avançarem. Nós acreditamos que podemos vencê-los. Nós somos do Manchester United, eles são o Barcelona mas nós somos o Manchester United e jogamos a Champions League, assim como eles jogam, e nós podemos avançar. "

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A fonte de talentos secou?

   Semana passada, no programa "Bem, Amigos", o consagrado jornalista Galvão Bueno disse que acredita que a "fonte de talentos" da seleção brasileira havia secado. A qualidade dos jogadores que passam pela seleção brasileira realmente caiu? Para entender melhor essa afirmação, vamos analisar os resultados da seleção brasileira sub-20 entre dois períodos de tempo, entre 1981 a 1999 e entre 2001 a 2019.







quinta-feira, 4 de abril de 2019

Análise: Flamengo joga mal e perde para o Penãrol em casa

   Nessa quarta-feira, o Flamengo foi derrotado pelo Penãrol no Maracanã em frente à mais de 60 mil pessoas no maior público do clube no ano. A derrota para os uruguaios por si só já seria bem ruim para as pretensões do clube na competição, mas o futebol apresentado é preocupante. A equipe de Abel Braga demonstrou um futebol muito fraco e não conseguiu vencer a tradicional equipe uruguaia que possui poder aquisitivo muito menor que o dos rubro-negros.
   Para a partida, o Flamengo contava com a volta de seu técnico, fora da final da Taça Rio contra o Vasco por problemas cardíacos, e também de seus titulares. No primeiro tempo, o Peñarol demonstrava desde cedo que sua proposta de jogo era de jogar no contra ataque. Para conter os avanços da equipe rubro negra, os uruguaios se postaram com linhas fechadas no campo de defesa.
   No primeiro tempo o Flamengo teve muita dificuldade em criar jogadas de perigo. As linhas de marcação uruguaias permitiam muito pouco espaço. Nesse primeira etapa, Diego foi um dos poucos destaques de uma equipe nervosa demais e em dois momentos colocou seus companheiros em condições de finalização com passes precisos,mas que não foram aproveitados. Fora isso, um festival de cruzamentos na área e uma pobreza de repertório do time de Abel Braga.
   Dentro de sua proposta, o Peñarol ameaçava nos contra ataques,principalmente pelo lado direito,jogando em cima de Pará. No finalzinho do primeiro tempo esteve muito perto de marcar. Após falta para o Flamengo na entrada da área, os uruguaios partiram no contra ataque e só pararam em grande defesa de Diego Alves.


  Depois do intervalo, o Flamengo voltou com mais intensidade e pressionando o Peñarol. Mas agora, a marcação conseguia impedir as jogadas de  Diego e o rubro-negros apostaram ainda mais nos cruzamentos. Seguindo o padrão de muitos jogos dos últimos anos,muita posse de bola mas pouca ameaça ao gol adversário, o Flamengo não conseguia furar o bloqueio uruguaio. Com Diego bem marcado, Everton Ribeiro começou a participar mais depois de um primeiro tempo bem discreto. Bruno Henrique fez uma partida bem ruim, destoando de suas grandes atuações no ano.
   A missão que já era difícil ficou ainda mais complicada quando Gabigol foi expulso de forma infantil por carrinho forte no campo de defesa. Com um a menos, o Flamengo diminuiu seu ímpeto e foi mais conservador. Consciente quando tinha a bola,o Peñarol jogava claramente pelo empate,mas com um homem a mais começou a sair mais para o jogo.
   Os contra ataques uruguaios eram menos perigosos no segundo tempo,já que o cansaço era notório entre os uruguaios. Mas em jogada pelo lado esquerdo de ataque,mais uma vez no lado de Pará, Viatri,que tinha acabado de entrar, cabeceou firme para baixo e marcou. Com o 1x0, o Peñarol só esperava o final do jogo e o Flamengo em seus últimos esforços tentava de forma desordenada o empate.
   Com o empate, a situação do Flamengo dentro do grupo começa a se complicar. Antes da partida, podia abrir cinco pontos de vantagem para o segundo colocado do grupo. Agora, está empatado com o próprio Peñarol com seis pontos e vê a LDU com quatro pontos, oferecendo perigo, já que a equipe equatoriana recebe os rubro-negros.
   Vamos às notas:

Diego Alves: Fez boa defesa no primeiro tempo e não teve culpa no gol.
NOTA:6
Pará: Teve muita dificuldade em conter os avanços do Peñarol pelo lado esquerdo, onde vieram as melhores chances dos uruguaios. No ataque,, foi pouco eficiente e impreciso nos cruzamentos.
NOTA:5
Léo Duarte: Anulou bem os avanços      Dos atacantes uruguaios e foi bem nas antecipações. No lance do gol estava muito exposto.
NOTA:6
Rodrigo Caio: Seguro na defesa, teve um pouco de dificuldade com a velocidade dos atacantes uruguaios.
NOTA:5,5
Renê: Não conseguiu manter o bom futebol das últimas partidas no aspecto ofensivo. Na defesa, foi importante controlando os contra ataques e fechando os espaços.
NOTA:6
Cuéllar: Correu muito mas teve dificuldade em conter a velocidade dos uruguaios nos contra ataques.
NOTA:5,5
Willian Arão: Muito discreto na saída de bola, suas características infiltrações não deram certo. Na defesa, em momentos deixou a defesa exposta em contra ataques. Saiu para entrada de Vitinho.
NOTA:5,5
Diego: Boas enfiadas de bola no primeiro tempo. No segundo tempo, ficou mais preso na marcação do Peñarol e caiu de produção.
NOTA:6
Everton Ribeiro: Muito discreto no primeiro tempo. Na segunda etapa, recuou para jogar mais centralizado e cresceu de produção. Tentou jogadas individuais e cruzamentos,mas não foi muito efetivo.
NOTA: 6
Bruno Henrique: Partida muito fraca, deu pouca sequência às jogadas e não ameaçou o gol dos uruguaios.
NOTA: 5
Gabigol: Perdeu chance clara no primeiro tempo e foi expulso de forma boba em carrinho desnecessário no campo de defesa.
NOTA: 4
Fernado Uribe: Entrou no fim.
NOTA: Sem nota
Vitinho: Entrou no segundo tempo quando a equipe buscava mais a vitória. Não conseguiu produzir muito e com um a menos ficou mais preso à marcação.
NOTA: 6
Abel Braga: Seu time teve muita dificuldade em crias chances de gol e as mexidas não surtiram efeito. Ao tirar Willian Arão para colocar Vitinho, perdeu poder de marcação e deixar arrascaeta no banco foi um erro crasso. Sua equipe tem repertório de jogas muito limitado e está muito aquém da qualidade de seus jogadores.
NOTA:4