No dia 14 de Junho, terá início a edição
de número 46 da Copa América de futebol, que retorna ao país depois de 30 anos.
De todas as edições, apenas cinco foram realizadas em território brasileiro e
todas vencidas pela seleção brasileira. Na edição desse ano, teremos cinco cidades-sede: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Salvador. Para o torneio, teremos a participação de 12 seleções, sendo10 sulamericanas e duas convidadas. Brasil, Bolívia, Venezuela, Peru, Argentina, Colômbia, Paraguai, Catar, Uruguai, Equador, Japão e Chile tentarão o título em solo brasileiro. O formato de disputa será de Fase de Grupos, os dois melhores de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados avançam à fase eliminatória.
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| Imagem: Site Conmebol |
A seleção brasileira chega à competição em seu momento de maior instabilidade desde que o técnico Tite assumiu o comando da equipe. A decepção na Copa de 2018 e as escolhas do treinador naquela ocasião são as principais críticas, tanto da torcida quanto da mídia. O período pós Copa tem demonstrado uma queda no rendimento da equipe, apesar dos resultados não serem tão distantes do período pré Copa do Mundo.
Apesar da insatisfação com o futebol apresentado, constatado inclusive pelo próprio treinador, Tite afirmou que, jogando em casa e com o apoio da torcida, o título é obrigação. Ao mesmo tempo em que a pressão aumentou, as convocações do treinador passaram a priorizar os jovens. Esse processo de rejuvenescimento já tem em vista a Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Para entender melhor a situação da seleção brasileira nessa Copa América e o momento dos comandados de Tite, entrevistamos o jornalista do "O Globo" e dos canais Sportv, Carlos Eduardo Mansur. Para ele, a queda de rendimento da seleção no período pós-Copa tem a ver com a questão do futebol ser um esporte cíclico, e dentro desse há oscilações. Para demonstrar isso, cita outras grandes seleções, como a da Argentina e da Espanha que tiveram resultados ruins nesse novo ciclo de Copa.
Analisando ainda o desempenho no pós-Copa, ele afirma que a torcida brasileira avalia a qualidade de um trabalho pela conquista ou não de um título. Para justificar um fracasso, busca também eleger um vilão, e cita Felipe Melo em 2010 e Fernandinho em 2018. Disse ainda que a conquista de uma Copa do Mundo é uma exceção, enquanto boa parte da torcida a vê como normalidade.
Falando sobre o desempenho da equipe, diz que é importante apresentar variações táticas, com diferentes esquemas, como o 442 e o próprio 424. Afirma ainda que na eventualidade de uma perda do título, a manutenção de Tite no comando seria sua escolha para o desenvolvimento da equipe, visando a próxima Copa do Mundo. Segundo ele, mesmo sem apresentar um futebol brilhante, o Brasil é o favorito à conquista, e cita também o momento ruim da Argentina, principal rival.
Por fim, avalia a questão de Neymar e sua conduta - o jogador socou um torcedor recentemente - como imprópria, e afirma que o procedimento de Tite no passado e sua defesa da coerência aumenta a pressão por uma atitude do treinador. Além disso, levanta a questão do posicionamento de Neymar no clube, jogando mais centralizado, não mais pela esquerda, como um fator importante a ser trabalhado.
Destaca ainda os jovens jogadores que têm obtido mais protagonismo, como Everton, David Neres e Vinícius Júnior. Perguntado sobre levar o jogador do Real Madrid voltando de lesão, Mansur se colocou no muro. Disse que entenderia a convocação, com base na preparação para a próxima Copa e nos benefícios em se participar de uma competição pela seleção principal.Assim como entenderia sua não convocação para priorizar jogadores com mais ritmo de jogo e bom momento, como Everton e David Neres.
A seleção brasileira estreia na Copa América no dia 14 de Junho, contra a Bolívia, no Morumbi, São Paulo. Os 23 convocados serão anunciados no dia 17 deste mês, e fica a expectativa pelas presenças tanto de Neymar quanto de Vinícius Júnior. Se conseguir chegar à final, o Brasil jogará novamente uma final de Copa América no Maracnã, algo que aconteceu em 1989, quando os brasileiros foram campeões ao vencer o Uruguai por 1x0.




